Sete benefícios surpreendentes da ansiedade que você precisa conhecer
Revisão clínica: Dr. Chris Mosunic, PhD, RD, MBA
Você acha que toda ansiedade é ruim? Pense novamente. Descubra por que algum nível de ansiedade é bom e como você pode trabalhar com a ansiedade, em vez de contra ela, para aproveitar seus benefícios.
Se você já sentiu ansiedade, sabe como isso pode ser avassalador. Mas sentir ansiedade é algo que quase todo mundo já vivenciou, e embora não seja agradável, é completamente normal.
A ansiedade pode variar, desde a sensação de um leve nervosismo antes de um evento importante até preocupações mais intensas sobre o futuro e que parecem consumir todo o seu ser. Por isso, é muito fácil ver a ansiedade como uma experiência puramente negativa — algo de que queremos nos livrar ou que queremos evitar a todo custo. Afinal, a ansiedade geralmente traz sentimentos desconfortáveis, como inquietação, mal-estar e até sintomas físicos, como coração acelerado ou músculos tensos.
Mas existe uma coisa que você talvez não ouça com muita frequência: nem toda ansiedade é ruim. (Sim, isso mesmo!!) Na verdade, sentir um pouco de ansiedade pode ser realmente útil e servir como fonte de motivação, foco e proteção, se for num nível saudável.
O segredo é aprender a reconhecer a diferença entre a ansiedade útil e a prejudicial. Quando a ansiedade se torna excessiva — e toma conta dos seus pensamentos, afeta seu humor ou impede você de viver sua vida — ela deixa de ser útil. Mas quando ela é equilibrada e temporária, pode ser uma ferramenta útil trabalhando a seu favor. Veja abaixo o que é interessante você saber.
Por que sentir um pouco de ansiedade é bom?
A ansiedade é geralmente considerada algo negativo, mas na verdade é uma resposta de proteção natural que ajudou nossos ancestrais a sobreviver aos perigos. Mesmo que saibamos disso instintivamente, ainda é muito comum que a ansiedade surja em resposta ao estresse e aos desafios. Um pouco de ansiedade pode nos impulsionar a nos preparar para momentos importantes, nos manter alertas em situações de risco e até nos ajudar a entender o que é realmente importante para nós.
Ansiedade "boa" vs. "ruim"
Geralmente, não é útil (nem verdadeiro) classificar algo como totalmente "bom" ou totalmente "ruim", mas começar a reconhecer os diferentes tipos de ansiedade e como eles podem te ajudar ou prejudicar permite que você aproveite ao máximo seus benefícios. Quanto mais informações você tiver, mais decisões fundamentadas poderá tomar sobre quais medidas precisa tomar — o que também ajuda a aquietar uma mente ansiosa.
Ansiedade boa
A chamada ansiedade "boa" ou "saudável" serve como um motivador em situações desafiadoras, como exames, reuniões ou eventos esportivos. É uma resposta temporária, específica para determinadas situações, que te encoraja a fazer um esforço extra e prestar atenção aos detalhes, ajudando você a se preparar e a manter o foco. Essa ansiedade saudável ocorre sem dominar nossos pensamentos e desaparece após o evento.
Em vez de ser paralisante, ela impulsiona você a agir — como, por exemplo, fazer uma pesquisa sobre uma empresa antes de uma entrevista de emprego, garantindo que você esteja confiante e preparado(a).
Um dos pontos mais importantes é lembrar que essa ansiedade saudável é temporária. Reconhecer que ela pode nos ajudar nos permite ver essa sensação como uma resposta de apoio e não como algo "ruim".
Ansiedade ruim
A chamada ansiedade "ruim" é constante e intensa, não tem uma causa clara e pode tornar as tarefas diárias avassaladoras. Ao contrário da ansiedade saudável e situacional, ela permanece mesmo depois que os desafios passam, gerando preocupações excessivas e comportamentos de evitação, como faltar a eventos sociais devido à ansiedade social — embora isso só reforce a ansiedade com o tempo.
Sintomas físicos como tensão, dores de cabeça, problemas digestivos e distúrbios do sono frequentemente acompanham a ansiedade ruim. Sentir-se em estado constante de tensão e exaustão também é um sinal de que sua ansiedade está se tornando incontrolável. Quando você nota que a ansiedade prejudicial está presente na maior parte do tempo, isso pode ser um sinal de que você precisa de apoio extra ou de estratégias para se acalmar e se reequilibrar.
Quais são os benefícios da ansiedade?
Quando se trata de ansiedade saudável, existem algumas maneiras específicas pelas quais ela pode ser benéfica — mesmo que faça você sentir frustração ou nervosismo. Veja alguns efeitos positivos da ansiedade no seu dia a dia.
1. Aumenta o foco e a motivação: um pouco de ansiedade mantém você alerta e motivado(a). Sentir nervosismo antes de uma apresentação ou teste é um sinal de que você se importa em se sair bem. Use isso a seu favor, permitindo que a ansiedade te motive a praticar, treinar para o evento ou estudar.
2. Incentiva a preparação: a ansiedade pode agir como um sistema de alerta interno. Quando você se sente nervoso(a) com um prazo ou projeto, isso geralmente é um sinal para começar a se preparar. Esse tipo de ansiedade ajuda a evitar a procrastinação e aumenta sua produtividade.
3. Aumenta a capacidade de resolução de problemas: a ansiedade ativa a resposta de "luta ou fuga", aguçando o foco e ampliando a percepção. Quando gerenciadas adequadamente, essas respostas podem aumentar sua capacidade de pensar rapidamente, resolver problemas e lidar com a pressão.
4. Aumenta a empatia e a percepção sobre os outros: pessoas com algum nível de ansiedade tendem a ser mais sensíveis ao ambiente ao seu redor, tornando-se mais sintonizadas com os sentimentos e necessidades de quem está ao seu redor. Esse aumento de empatia pode melhorar os relacionamentos e a comunicação.
5. Fortalece a resiliência ao longo do tempo: aprender a gerenciar a ansiedade de maneira saudável cultiva a resiliência emocional. Ao enfrentar e lidar com situações que causam ansiedade, você se torna mais resiliente e consegue lidar melhor com desafios futuros.
6. Protege contra perigos reais: a ansiedade nos ajuda a permanecer atentos a possíveis ameaças, protegendo-nos de situações prejudiciais. É a ansiedade que nos lembra de trancar as portas, evitar comportamentos de risco e permanecer em segurança em locais desconhecidos.
7. Impulsiona o desenvolvimento pessoal: a ansiedade pode empurrar você para fora da sua zona de conforto, te motivando a aprender novas habilidades ou a aceitar desafios. Esse crescimento pessoal ajuda você a ganhar confiança e a descobrir novas habilidades.
Ansiedade vs. transtorno de ansiedade
É importante entender que, embora algum nível de ansiedade possa ser útil, os transtornos de ansiedade são uma história completamente diferente e precisam de um tipo diferente de suporte. Sentir um pouco de ansiedade em situações específicas é normal e benéfico, mas quando a ansiedade começa a parecer intensa, constante ou completamente desproporcional à situação, pode ter se transformado, passando de uma ansiedade saudável para um transtorno de ansiedade.
Os transtornos de ansiedade não consistem apenas em sentir "ansiedade demais", mas são padrões de preocupação e medo que parecem avassaladores e incontroláveis. Esses padrões podem interferir na vida diária, nos relacionamentos, no trabalho e até na saúde física. Para quem vive com um transtorno de ansiedade, o sentimento constante de pavor ou apreensão não desaparece sozinho, parecendo um ciclo exaustivo de nervosismo que afeta a mente e o corpo e que é difícil gerenciar sem ajuda.
Se a ansiedade estiver impactando significativamente sua qualidade de vida, talvez seja hora de procurar um profissional de saúde mental. Ele ou ela poderá te ajudar a entender seus sintomas e desenvolver estratégias para gerenciá-los. E se você acha que pode ter ansiedade de alto rendimento, ou seja, que ainda consegue dar conta das responsabilidades pessoais e profissionais apesar da alta ansiedade, vale a pena buscar mais informações.
Tipos comuns de transtornos de ansiedade
Existem diversos tipos de transtornos de ansiedade, e cada um apresenta desafios e sintomas específicos. Veja um resumo dos tipos mais comuns:
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): envolve preocupação e medo constantes sobre diversos assuntos, desde responsabilidades diárias até eventos futuros, muitas vezes sem um motivo claro. Pessoas com TAG costumam sentir que estão sempre no limite, com preocupações difíceis de controlar.
Transtorno do pânico: envolve episódios repentinos de medo ou pânico intenso, conhecidos como ataques de pânico. Esses ataques podem acontecer sem aviso prévio e trazem sintomas físicos como taquicardia, tontura ou falta de ar, tornando a experiência especialmente angustiante.
Transtorno de ansiedade social: envolve medo ou ansiedade intensa em situações sociais, como conhecer pessoas novas, falar em público ou até conversas casuais. O medo costuma girar em torno da preocupação de ser julgado ou envergonhado em público.
Fobias: são medos intensos e às vezes irracionais (dependendo da situação) de coisas ou situações específicas, como voar, dirigir, medo de alturas ou aranhas. Embora muitas pessoas tenham medos, uma fobia é extrema o suficiente para causar evitação e ansiedade que interrompem a rotina.
Como trabalhar com a ansiedade: seis dicas de mindfulness para aproveitar os benefícios que ela pode oferecer
Mesmo que a sua relação com a ansiedade pareça difícil agora, existem maneiras de trabalhar com ela, em vez de contra ela. Ao dar pequenos passos de maneira consciente ao longo do tempo, você pode começar a ver a ansiedade como uma força útil que trabalha ao seu favor, por mais perturbadora que possa parecer no momento.
1. Reconheça que está sentindo ansiedade para retomar o controle.
É comum querer afastar os sentimentos de ansiedade, mas o primeiro passo para trabalhar com ela é simplesmente reconhecê-la sem julgamento. Dar um nome ao que sente pode fazer com que você se sinta no controle e menos oprimido(a) pelas emoções.
Como experimentar: na próxima vez que sentir a ansiedade aumentando, faça uma pausa e respire fundo algumas vezes. Diga a si mesmo(a): "Isso é ansiedade, e ela está aqui para me ajudar a me preparar" ou "Estou me sentindo ansioso(a) agora, e tudo bem". Reservar alguns momentos para reconhecer sua ansiedade pode fazer com que ela diminua um pouco e que seja mais fácil se concentrar naquilo que a causou e em como responder a ela.
2. Pratique a atenção plena (mindfulness) para se manter presente.
A atenção plena ajuda você a se manter no presente, o que é particularmente útil para gerenciar pensamentos ansiosos que muitas vezes se fixam ao passado ou ao futuro. Praticar mindfulness não precisa ser complicado — pode ser tão simples quanto prestar atenção à sua respiração ou observar pequenos detalhes ao seu redor.
Como experimentar: quando se sentir ansioso(a), concentre-se em um exercício simples de respiração (inspire contando até quatro, prenda a respiração contando até quatro e expire contando até quatro). Você também pode tentar observar o ambiente ao redor identificando cinco coisas que pode ver, quatro que pode tocar, três que pode ouvir, duas que pode cheirar e uma que pode saborear. Esse ancoramento sensorial pode te ajudar a se transportar, passando dos pensamentos ansiosos para o momento presente.
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3. Defina metas realistas para cultivar confiança.
A ansiedade costuma surgir quando colocamos pressão demais sobre nós mesmos ou definimos metas que parecem impossíveis de alcançar. Em vez de buscar a perfeição ou esperar fazer tudo de uma vez, tente dividir as tarefas em etapas menores e mais fáceis de gerenciar. Definir metas realistas pode fazer com que seja mais fácil encarar desafios com confiança e não com angústia.
Como experimentar: se você está ansioso(a) com um grande projeto, comece criando uma lista de etapas pequenas e práticas. Concentre-se em concluir uma etapa de cada vez e comemore cada pequena conquista. Isso não só faz com que a tarefa pareça menos opressiva, como também proporciona uma sensação de realização que reduz a ansiedade e mantém você avançando.
4. Movimente-se para melhorar o foco.
O exercício físico é uma das formas naturais mais eficazes de gerenciar a ansiedade. A atividade física pode liberar substâncias químicas naturais do corpo que promovem o bem-estar, o que pode melhorar seu humor e reduzir o estresse. O exercício também ajuda a dissipar a energia da ansiedade, aumentando o foco e proporcionando um maior equilíbrio ao longo do dia.
Como experimentar: você não precisar passar horas na academia para obter os benefícios (e como é bom saber disso!). Experimente dar uma caminhada, dançar, fazer alongamentos ou qualquer movimento que lhe faça bem. Até mesmo uma caminhada rápida de 10 minutos pelo quarteirão pode reduzir a ansiedade e ajudar a clarear a mente. Reservar um tempo para se movimentar todos os dias, mesmo que em pequenas doses, pode ajudar a manter a ansiedade sob controle.
5. Use o diálogo interno positivo para mudar a maneira como você encara as preocupações.
A ansiedade costuma trazer uma enxurrada de pensamentos negativos que podem parecer difíceis de afastar. Praticar o diálogo interno positivo ajuda você a reformular esses pensamentos e substituir a preocupação por incentivo. O diálogo interno positivo não significa ignorar a realidade — trata-se de lembrar a si mesmo(a) de seus pontos fortes e habilidades, especialmente quando a ansiedade tenta te convencer do contrário.
Como experimentar: da próxima vez que perceber um pensamento de ansiedade, faça uma pausa e responda com uma afirmação positiva. Se estiver pensando: “Vou estragar tudo”, tente rebater com: “Eu me preparei para isso e consigo lidar com a situação”. Praticar isso regularmente pode ajudar você a criar o hábito de se encorajar, o que pode reduzir a ansiedade ao longo do tempo.
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6. Procure ajuda, se necessário.
Às vezes, a ansiedade pode parecer forte demais para que você a controle sozinho(a), e isso é normal. Procurar um amigo, um parente ou um profissional de saúde mental pode fazer uma grande diferença. Conversar com alguém que ouve sem julgar pode ajudar você a se sentir compreendido(a), o que é reconfortante quando a ansiedade faz com que você se sinta isolado(a).
Como experimentar: se você estiver se sentindo ansioso(a), considere ligar para um amigo ou amiga para conversar ou participar de um grupo de apoio onde possa compartilhar suas experiências com outras pessoas que entendam sua situação. Se a ansiedade estiver afetando sua vida cotidiana, a terapia pode oferecer estratégias de longo prazo e orientação.
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Perguntas Frequentes sobre os benefícios da ansiedade
Existe algum benefício em ter ansiedade?
A ansiedade pode agir como um motivador natural, ajudando você a se manter focado(a), organizado(a) e preparado(a) para as coisas que são importantes para você. Ela também serve como um alarme interno, ajudando você a manter a cautela em situações de risco. Esse instinto de proteção, quando equilibrado, incentiva escolhas mais seguras.
Além disso, pessoas com níveis controláveis de ansiedade costumam demonstrar maior empatia e ter mais consciência sobre as emoções alheias, o que pode fortalecer os relacionamentos e melhorar a comunicação.
Embora um pouco de ansiedade possa ser útil, o excesso pode se tornar opressivo e contraproducente. O importante é encontrar maneiras de gerenciar e canalizar a ansiedade para que ela enriqueça sua vida, em vez de torná-la mais difícil.
Como posso saber se minha ansiedade é saudável ou prejudicial?
A ansiedade saudável costuma ser temporária, específica a uma situação e motiva você a agir. A ansiedade prejudicial, por outro lado, é constante, intensa e difícil de controlar. Muitas vezes surge sem um motivo claro e pode fazer com que até mesmo pequenas tarefas pareçam insuportáveis, levando a comportamentos de evitação e sintomas físicos, como tensão muscular ou distúrbios do sono.
A ansiedade prejudicial, por outro lado, é constante, intensa e difícil de gerenciar. Muitas vezes surge sem um motivo claro e pode fazer com que até mesmo pequenas tarefas pareçam insuportáveis. Esse tipo de ansiedade pode levar a comportamentos de evitação — como evitar eventos sociais ou situações estressantes — pois a ansiedade se torna desconfortável demais para ser gerenciada. A ansiedade prejudicial geralmente vem acompanhada de sintomas físicos, como tensão muscular, dores de cabeça ou dificuldade para dormir, e pode afetar sua capacidade de trabalhar, estudar ou manter relacionamentos.
Se a sua ansiedade parecer mais um fardo diário do que um incentivo útil, ou se ela impedir você de fazer coisas de que você gosta, talvez seja hora de descobrir maneiras de lidar com ela ou de procurar ajuda profissional.
A meditação pode curar transtornos de ansiedade?
A meditação é uma ferramenta útil para gerenciar a ansiedade, mas não é uma cura — especialmente para transtornos de ansiedade. Meditar regularmente pode ajudar a aquietar a mente, aumentar o foco e aliviar o estresse, fazendo com que seja mais fácil gerenciar os sentimentos de ansiedade quando eles surgirem.
Práticas como a meditação com atenção plena te ensinam a observar seus pensamentos sem julgamento, o que pode reduzir o impacto dos pensamentos de ansiedade e fazer com que você se sinta mais no controle. A meditação também promove o relaxamento ao diminuir a resposta do corpo ao estresse, o que pode aliviar os sintomas físicos que frequentemente acompanham a ansiedade.
Para quem tem ansiedade leve, a meditação pode ser suficiente para controlar os sintomas e trazer uma sensação de paz. Mas, para pessoas com transtornos de ansiedade — nos quais a ansiedade é intensa, crônica e afeta a vida cotidiana — a meditação costuma ser mais eficaz quando combinada com outros tratamentos, como a terapia cognitivo-comportamental (TOC), mudanças no estilo de vida ou medicação.
Se você estiver lidando com ansiedade grave, considere usar a meditação como uma prática complementar dentro de um plano de tratamento mais amplo, em vez de esperar que ela seja uma cura isoladamente.
Quais são alguns dos sintomas físicos da ansiedade crônica?
A ansiedade crônica costuma vir acompanhada de vários sintomas físicos que podem afetar significativamente sua qualidade de vida. Se você estiver apresentando algum desses sintomas com frequência, considere procurar um profissional de saúde para explorar maneiras de reduzir seu impacto.
Tensão muscular: o estresse e a tensão decorrentes da ansiedade costumam causar tensão muscular, especialmente em áreas como pescoço, ombros e mandíbula. Como resultado, dores de cabeça tensionais ou até mesmo enxaquecas também são comuns.
Problemas de estômago: indigestão, náusea ou síndrome do intestino irritável (SII) estão fortemente associadas à ansiedade crônica, já que o estresse pode afetar significativamente o sistema digestivo.
Distúrbios do sono: a ansiedade muitas vezes dificulta adormecer, manter o sono ou sentir-se descansado. Você pode acabar ficando acordado com pensamentos acelerados, o que contribui para a fadiga diurna e a falta de energia.
Paralisação no modo de “alerta”: algumas pessoas também apresentam taquicardia, falta de ar ou uma sensação de estar “no limite” o tempo todo.
Como a ansiedade afeta os relacionamentos e a vida social?
Algumas pessoas com ansiedade são altamente empáticas e atentas às necessidades dos outros. Mas quando a ansiedade se torna avassaladora, ela pode levar a mal-entendidos, à busca frequente por validação ou a comportamentos que evitam interações sociais por medo.
A ansiedade pode fazer com que as interações cotidianas pareçam intimidadoras, levando muitas vezes as pessoas a evitar eventos sociais ou a se sentirem tensas durante eles, o que pode dificultar o contato com os outros de maneira confortável. Para algumas pessoas, o medo de julgamento ou constrangimento faz com que seja difícil elas relaxarem ou serem elas mesmas na presença de outras pessoas, criando, com o tempo, uma distância nos relacionamentos.
A comunicação aberta pode ajudar a superar essas barreiras, e muitas pessoas percebem que explicar sua ansiedade a amigos ou entes queridos leva a uma melhor compreensão e apoio. Aprender a lidar com a ansiedade e a falar abertamente sobre seus efeitos pode ajudar bastante a manter relacionamentos significativos e saudáveis.
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